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domingo, 8 de janeiro de 2012

[imagem] o pequeno ciclope sorridente

:



, o totem silencioso que me vigia o dia inteiro (ah, ele fica me encarando de soslaio, o fedaputa fingido, sei muito bem disso).
Atenção pro furinho no queixo. Sinistro, hein?
E o pior de tudo é que ele faz "CLIC!" sempre que pisca.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

[instantâneo] Nonando

Acho que essa foi a primeira vez em que aprendi uma palavra nova num sonho. Acabo de dar uma olhada no Aurélio, “nonar” não consta da edição que eu tenho (mas há um “nonada” que pode muito bem ser um parente distante).

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

[instantâneo] 30W

“I'm fixing a hole where the rain gets in and stops my mind from wandering... where it will go”... Vou consertar um buraco por onde a chuva entra e impede minha cabeça de passear aonde ela quer ir, é o que diz essa velha canção dos Beatles. Ao menos, é isso o que eu imagino que ela diga.
 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

[instantâneo] Há uma mosca no quarto

Há uma mosca no quarto em que escrevo; quando me sento em frente à tela do pc, tento por a cabeça para funcionar, tento descobrir o que fazer...aí então a mosca começa a zunir fracamente em algum lugar do aposento.

Está caída no chão, dá para perceber. Fraca. O zunido é intermitente, mas, parando, sempre volta.

O aposento que uso como escritório ( e que já foi o meu quarto) está bem atulhado. Levanto-me da cadeira, vou até uma caixa de livros, sacudo-a sem convicção, não ouço a resposta da mosca se debatendo, reclamando, volto a meu assento.

Espero a mosca voltar a zunir, agora.

De novo e de novo enquanto bato esse texto (já sei como ele acaba): essa distração regular. Que me justifica, que justifica o texto?

Talvez deva deixar o bicho zunindo, agonizando em paz. No meio de todo esse meu entulho.

Pronto. Decidido. ...mal ouço a pobre criatura agora... Sumiu o zumbido de vez, parece. É. Cabou. 

Agora, onde eu estava mesmo?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

[instantâneo] Com sangue nas mãos

; nos dedos,pra ser exato : a pinça formada pelo dedão e pelo... indicador? Dedo médio? , não estou mais certo - foi ontem, foi à noite, foi numa madrugada longa e insone.

Senti os dedos sujos; sabia que era sangue, mesmo no escuro do quarto (ah, e a mão era a esquerda, coisa diferente para um destro ). Era sangue, mesmo que aquela substãncia que eu esfregava nos dedos não fosse nem viscosa nem pegajosa ou grudenta como algo orgânico, como eu supunha, sabia que seria, é o sangue. Parecia mais uma gota duma graxa vencida, rala.

Levantei-me da cama, fui ao banheiro - confirmei a suspeita piscando sob a luz acesa. Sangue escuro e farto, realmente.

Lavei as mãos, voltei para a cama, tentei dormir, custei. Mas, se perdi o sono, não foi por causa de um pernilongo a menos no mundo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

[instantâneo] Nada a ver com nada

E eu tava sentindo essa vontade besta , infantilóide, de ouvir mais uma vez Panic, dos Smiths; porque, sabe: dá vontade de fazer ou ouvir coisas bestas, infantilóides, quandas as coisas parecem estar...em chamas?,talvez seja a melhor forma de colocar isso.


Não gosto de ver o mundo dos outros pegando fogo. E odeio o modo como a mídia ajuda a alastrar esse inferno,como a mídia gosta de tacar gasolina ao invés de procurar os focos de incêndio. O modo como ela torna ainda mais voláteis Londres, as Bolsas , a casa da gente - o modo como os conlgomerados internacionais(e nacionais) de notícias começam ou atiçam  os incêndios. E ,ah, como é bom, como é bom, de um modo revanchista, infantil,besta, vê-los queimando, de vez em quando.

Por que não, eu digo.

E eu gosto dos Smiths, e gosto muito de Panic, sabe.

"Burn down the disco, hang the blessed dj
Because the music that they constantly play
Says nothing to me about my life
Hang the blessed dj
Because the music that they constantly play"

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

[instantâneo] Felinos fugazes (e folgados)

(fazendo rabiscos numa velha agenda, tornada caderno de notas; tentando capturar o momento em garatujas - parei, não estava conseguindo:)
Na última vez em que me sentei neste banco, um gato preto, gordo, veio se esfregar - ah, a pura definição de "languidez"- na bolsa que sempre trago comigo, que deixara sossegada, a meu lado.
A bolsa preta; vai ver, pintou um clima, uma identificação espiritual entre gato e bolsa, um lance animal, magnético - quem vai saber. Daí, como bom empata-foda, eu fui e afastei gentilmente o pobre animal.
Agora há pouco (quando comecei a esboçar essa tentativa de crônica em tempo real), um outro gato gordo - dessa vez, um malhado - passeava entre as pernas do banco logo ao lado. Foi fuçar dois pratos de ração - um verde, outro amarelo - e não deve ter achado nada que lhe interessasse:fuçou,fuçou e logo foi embora. Este último gato tinha um furo regular numa das orelhas, sabe.
E eu havia me sentado neste banco para tentar escrever sobre mim mesmo; "pôr os pensamentos em ordem", ou "em dia".
Sabe como é. E, ao invés...
...ei, ó lá, tá passando um beija-flor...!-ih,acabou, já foi.

sábado, 28 de maio de 2011

[crônica?] o blues do musak

O BLUES DO MUSAK

É janeiro e eu estou no saguão do Aeroporto de Confins, esperando um vôo que ainda demorará horas. Esperando o tempo passar,tentando matar o tempo. Mas é o tempo que mata a gente, né.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

[crônica] as pegadas do morto

AS PEGADAS DO MORTO

Psst. Olhe pra baixo, olhe para os seus pés.